FACIAL



Peeling Químico

O peeling químico é mais um procedimento que faz parte do arsenal terapêutico de combate ao envelhecimento cutâneo. Para realizá-lo são utilizadas substancias químicas que visam a esfoliar a pele, renovar a epiderme (camada mais superficial da pele) e estimular a derme (onde estão as fibras colágenas e elásticas).

Os peelings podem ser superficiais, médicos ou profundos. Os peelings superficiais descamam superficialmente a pele durante dois três dias. As substancias mais utilizadas nestes procedimentos são ácidos salicílico, glicólico, retinóico e jessner. Os peelings médios provocam descamações mais intensas, atingindo camadas mais profundas da pele. A descamação dura de sete a dez dias. Nos peeling médios, utiliza-se com freqüência o ácido triclororoacético (TCA), que pode ser combinado com outros ácidos. São os chamados peelings combinados.

Os peelings profundos atingem até a derme reticular e descamam durante 15 dias. O procedimento usa geralmente o fenol, que é extremamente tóxico para os rins, para o fígado e para o coração, podendo levar arritmias, exigindo realização em centro cirúrgico com anestesia geral, devido às fortes dores que provoca. Já os peelings superficiais e os médicos são feitos em consultório, e o tempo de aplicação varia de acordo com a tolerabilidade individual e os objetos de intervenção.

O procedimento é feito em toda pele da área escolhida. Os peelings superficiais provocam queimadura superficial, que dura no máximo cinco dias. Nos peelings médios, surge uma crosta que é descolada em cerca de oito dias, dando lugar a uma pele lisa e com diminuição das rugas. Já nos peelings profundos, a descamação é mais intensa e a cicatrização ocorre num período de 10 a 15 dias.

A melhor época de fazer o peeling é o inverno e, de preferência, quando a vida social e profissional permita fazê-lo. É preciso fazer um preparo de pele com tratamentos a base de ácidos e clareadores de pelo menos quinze dias antes do peeling e deve-se evitar o sol pelo período de 15 dias e três meses, dependendo do tipo de peeling, para que a pele não pigmente, dando lugar às manchas. No peeling profundo, é necessário o afastamento de seis meses do sol.

Os peelings químicos não servem apenas para combater rugas. Suas maiores indicações seriam a melhoria da textura da pele, e eliminação de manchas, ceratoses solares, cicatrizes de espinhas ou aquelas decorrentes de machucados ou traumas. O especialista deve ter pleno domínio dos métodos para determinar e quantificar as variadas técnicas de peeling.

O melhor peeling é aquele que produz resultados mais eficazes com menor morbidade, de acordo com o estilo de vida do paciente, a profundidade das lesões a serem corrigidas e as características gerais da pele a ser tratada. Por exemplo, o médico pode preferir um peeling mais profundo no lábio superior e usar um agente de peeling superficial nas demais regiões da face. Em geral existe toda uma fantasia no nome peeling - os pacientes chegam ao consultório com informações distorcidas sobre o que é realmente um peeling químico. O universo de peelings químicos é imenso e a melhor pessoa para avaliar sua necessidade e indicação é o médico especialista e experiente.

Em adolescentes, por exemplo, os mais indicados são peelings superficiais, como o de o ácido salicílico e outros como adjuvantes no tratamento da acne. É bom que todos saibam, no entanto, que os peelings químicos não fazem milagres. O procedimento não altera o diâmetro dos poros, não combate a flacidez cutânea, não age sobre cicatrizes profundas, nem sobre vasos sanguíneos faciais rompidos.